Decisão econômica

Simples Híbrido vale a pena? A resposta está em cinco contas

Comparar apenas o DAS com a alíquota cheia de IBS e CBS produz uma resposta incompleta. A decisão precisa medir caixa, crédito e negociação separadamente.

Atualizado em 1º de agosto de 2026

As cinco contas

  1. Simples Puro: DAS mensal com RBT12 móvel.
  2. Regime regular: DAS remanescente mais débitos de IBS/CBS menos créditos elegíveis das entradas.
  3. Crédito do comprador: somente nas vendas elegíveis para adquirente no regime regular.
  4. Captura comercial: parte do benefício alheio que pode virar preço ou margem do fornecedor.
  5. Conformidade: custo adicional de operar IBS e CBS fora do DAS.

Quando tende a merecer estudo

  • Alta participação de vendas B2B elegíveis.
  • Compradores sensíveis ao crédito e com poder de compra relevante.
  • Entradas com crédito material e documentação adequada.
  • Capacidade real de captura comercial.
  • Margem suficiente depois da conformidade.

Veredito honesto

Quando a vantagem só existe com captura perto de 100% ou desaparece com um custo operacional modesto, o resultado correto não é “migrar”. É Simples Puro, salvo negociação comercial comprovada.

Perguntas frequentes

O Híbrido sempre melhora vendas B2B?

Não. Depende do regime do comprador, da elegibilidade do crédito e da capacidade de transformar o benefício do cliente em preço ou margem.

Qual custo costuma ser esquecido?

O custo mensal de conformidade: apuração, escrituração, documentos fiscais e controle de créditos.

Existe uma resposta só pelo CNAE?

Não. Anexo, RBT12, operação, entradas, clientes e localidade podem alterar o resultado.

Faça a conta antes de recomendar.

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